Em partidas horas após este domingo brilhante e recluso, esvaio-me no minuto incessante a fim de prolongar a Esperança em todos os seres vivos… Esta procura não termina, e será sempre por fim (ou começo) um prolongamento do pulsar dele, o Músculo Supremo!

Em vários instantes, carregamos sempre algo em comum: alegria, tristeza, ardor, Paixão, Amor… Por indas e vindas, o colecionismo destas sensações está intrínseco entre nós!

Àqueles que tem a oportunidade da Visão (tal qual como esse que vos escreve), é soberana a vontade de abraçar, às vezes beijar, ou somente sentir o calor humano encontrar defronte ao teu. São misturas simples de vontades imperdoáveis, para que em um encontro próximo, possamos novamente celebrar o que mais temos de importante em nossos frequentes passos: O Calor.

Existem pessoas que almejam uma vontade inerente de desfazer dos prazeres materiais, assim como existem o inverso destas. São simplesmente pessoas, e não cabe a nós julgarmos, apenas respeitar esse vínculo primordial através da música preferida aos teus olhos brancos e senis…

Uma Cegueira envolve alguns, senão a todos, onde procuramos um objetivo em comum (no meu humilde palpite): Sobreviver. É interessante aonde podemos chegar, em conclusões próprias, nesta Cegueira incessante. Será que “enxergamos através dos olhos”?

Possivelmente, sim. Existe uma energia transcendental que nos direciona para a famosa “luz no fim do túnel”. Porém, é preciso enxergar além. Esta Cegueira pode, e deve, ser constante! É um segundo de isolamento (mesmo que social), ao qual entregamos nossos devidos batimentos cardíacos. Um cirurgião consegue rapidamente entender tal detalhe, entretanto, passamos quase que toda a nossa Vida imaginando compreender este mesmo resultado!

E, de onde vem esta Cegueira? Através de quais visões, ou situações, estimamos ou prevenir-nos-ei deste apocalipse instantâneo? Porque em alguns segundos ou minutos, estamos a dilacerar nosso globo ocular? O que seria necessário para realmente enxergarmos a exatidão, Paixão e Amor como sempre deveria ser?

Existência mútua! Não sobrevivemos sozinhos, em relação ao Universo contínuo que nos entrega, a cada dia que inicia, o Calor incessante da maior Estrela deste particular mundo ao qual respiramos… Venere! Almeje! Busque sempre a Potência Justa e Perfeita que este brilho ofusca a tua Cegueira!

São segundos que fazem da tua vida uma gloriosa direção à bifurcação A ou B… sendo assim, qual delas devemos ir adiante? Aonde está a tua Cegueira? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica escrita em 08 de junho de 2020