Ao iniciar o Equinócio da Primavera, venho aqui esmiuçar o que podemos entender um pouco sobre um assunto deveras observado: A Morte.

Temos uma visão ampla de tudo que vivenciamos. De tudo que assistimos. De tudo que esquecemos (ou não). Porém quando citamos a Morte, ficamos, talvez, paralisados. Essa é a única certeza da Vida, que um dia encerraremos a mesma vivenciando a nossa própria Morte.

E como poderia detalhar esse tema se ainda não morri? Ah, mas quem sou eu para afirmar tal exclamação? Deus? O Supremo Arquiteto Do Universo. Sou detentor apenas do meu Destino. Portanto eis aqui um silogismo puro: Morri? Nunca. Ou… Sempre!

Dependendo da sua visão dos fatos você pode morrer para um trabalho, para um amigo (triste isso), para uma pessoa distante. A “cessação completa da Vida” é uma das afirmações para a Morte. Entretanto, quem lhe convenceu de que você ainda está vivo? Porque você respira oxigênio ainda está vivo? Talvez.

O mais importante, em se tratando dessa vírgula, é entender profundamente tudo aquilo que se passou. Sabe quando você olha de relance para o lado (esquerdo ou direito), e sente ali uma “presença”? Seria a Morte? Seria algo que ainda não compreendemos? O que seria???

Além disso tudo, tem o Medo. Medo da Morte. Ora, “Carpe diem, quam minimum credula postero” – “Aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã” foi escrita há séculos para que você comece a compreender, inclusive, a sua Morte! Estais triste? Estais despedaçado? Altera-se o vosso semblante? Que mania é essa de tentar consertar a sua Vida (e a dos outros talvez), se ainda não compreendeu a sua Morte?

Entenda que esse momento crucial de reflexão estou lhe direcionando para que consiga, em seu círculo social e familiar, alicerçar situações que antes não as entendia, não as carregava, não as dissolvia! E, quando será que entenderei a Morte? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 24 de setembro de 2017

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