Atingindo as duas horas outonais, impulsionado por um desejo e vontade inigualáveis, estou disposto a detalhar neste momento a respeito “do que ficou para trás”.

Sim, posso não estar completo para escrever uma variante tão presente a quase todas as pessoas que hoje respiram o mesmo ar que dividimos. Em um raciocínio instantâneo, o que podemos lembrar do passado, ou Olhar para trás, é reerguer as vontades absurdas pelas quais nem desejamos passar novamente. É entender, que em um instante preciso, estávamos preparados a dividir Universos, a auxiliar o Músculo Supremo (mesmo não sendo um médico), a “tocar a vida” da melhor maneira possível.

Eis que, quando desvio o Olhar para trás, algumas recordações me transbordam em minha memória incrivelmente! É saber que assim precisamos respirar adequadamente, e ouvir o “tic tac” repetidamente, é realmente, “deixar para trás”. É um decisão, às vezes, tomada à contra-partida da maioria dos seres racionais. E quem pode lhe afirmar que a Razão está acima da Paixão?

Existe Paixão sem Razão, e vice-versa. Porém, qual o objetivo sincero de lapidar as resvaladas obscuras desses sentimentos inebriantes? Qual o ápice que desejamos atingir? Paixão? Razão? Ou Paixão com Razão? Essa última resposta, lhe trará uma possível incógnita futura…

Ano após ano nós tentamos, realmente tentamos, equilibrar esses sentimentos divisórios. A realidade é que o ser humano, na maioria das vezes, consegue adaptar-se ao nicho que está absorvido. Entretanto, ele consegue “rebelar-se”, “atirar-se”, “entregar-se”! Um momento brilhante de milésimos de segundos absorvidos! Eis aqui, a Razão encontrando a Paixão… (ou não)!

Indubitavelmente as marcas deixadas em nossos corpos nos colocam a “raciocinar”. Provavelmente nunca entenderemos as mesmas. Um sacrifício pode ser necessário para que o “Olhar para trás” lhe traga um belo futuro. E que futuro é esse? Vai Saber…

Vai Saber é uma obra iniciada em meados de 1995 por Guilherme Oliveira Magalhães que, após estes longos anos, ainda sonha com o término dela. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 24 de março de 2017

 

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