Surfando incessantemente nas batidas perfeitas de um relógio romano que indica o momento exato de treze horas e cinco minutos. Aprendizados a parte, com o passar dos anos em nossas vidas temos o sofrimento e às vezes temos também o prazer de encontrar momentaneamente com a Compaixão.

Este sentimento fica obscuro e estocado em um canto de plenitude eterna no Músculo Supremo, sendo ativado quando o ser consegue dar uma polida a mais em sua alma, em seu caráter, em sua vida. Arestando estas partes, conseguiremos mirar o sol por mais tempo recebendo seu forte e único calor na capacidade simultânea da necessidade de transmitir as virtudes e exemplos a um próximo irmão.

Carecemos da Busca Incessante pela verdade, pela beleza, pela emoção. Mas esquecemos em vários momentos de nossas vidas de arrancar a Compaixão e abraçar fortemente a pessoa que, à sua visão, está calma, tranquila e serena por fora, mas está em um combate longo, árduo e espinhoso em seu interior.

Palavras boas e de fé, independente dos dogmas aqui extirpados, aceitos e congregados, podem ser direcionadas a estas belas harmonias sólidas, desfazendo um sublime penhasco onde a escalada final parece impossível. Mas com a força da União entre povos, entre Irmãos, conseguirá atingir o cume distante e iluminado buscado há tanto tempo por mais tortuosa que tenha sido sua trilha.

É o momento certo de olhar ao espelho e dizer a si próprio: Conseguirei fazer o mesmo hoje? Porque não posso dar esse exemplo diariamente? Porque não posso ser o Guia que tanto vejo em outras almas iluminadas e continuo a buscar pelo Nirvana?

A resposta está onde menos procura. Sinta as batidas do seu Músculo Supremo. Ele sempre soube e sempre saberá lhe orientar. Acredite mais Nele. Apesar de tudo, e de todos, ela não mentiu uma vez sequer a você. Sinta a energia Gregoriana vibrar de dentro dele. Mas, por quanto tempo conseguirá ouvir essas batidas miraculosas? Vai Saber…

Vai Saber é uma obra iniciada em meados de 1995 por Guilherme Oliveira Magalhães que, após estes longos anos, ainda sonha com o término dela. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 20 de março de 2011 e reeditada em 02 de fevereiro de 2017

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