Passamos das sete horas cruciais da vida. As imagens chegam, estacionam e passam rapidamente…

Por instantes passados nesta data, percebi o quanto a existência de um ser humano é importante. Apesar de costumeiramente tentarmos ajudar uns aos outros, estender a mão é uma tarefa bastante simples para qualquer um de nós, e por incrível que pareça, a mais difícil de ser executada.

Convivência mútua nos ensina ao menos a respeitar nosso semelhante, podendo conservar todos os poderes estabelecidos naqueles anos longínquos e árduos de nossa Vida, percorrendo vias esporádicas e tratamentos elevados tão consequentemente depositados sobre a magia esplendorosa da Busca Incessante do Poder Absoluto.

Precisamos compreender a capacidade extra de cada um de nós: Ao atingirmos características próprias relevantes, erroneamente cancelamos todas as outras caminhadas perante aquela que seja talvez, a de menor importância para todos. Mas inconscientemente queremos cessar a procura, apaziguar a alma e rebuscar os momentos alegres satisfeitos de alguns minutos conservados concatenadamente memorizados no passado.

O passo mais importante é, sem dúvida alguma, compreender (ao menos pode-se tentar) porque A Mão não é estendida, pois sabe-se que obstáculo nenhum impede-o de fazei-lo. Embora todas as respostas (e dúvidas) fiquem remoendo mais e mais vezes, a única conclusão sábia e concisa que renasce segundo após segundo é de que sempre busca-se mais aprovações daquele mostruário florido e espinhado, sem cortes ou acréscimos congruentes com a complicada demonstração do respirar e sobreviver!

É muito fácil exigir Respeito. Devolvê-lo é a questão primordial. Por mais que tentemos manter a serenidade, tolerância e racionalidade, em momentos de exaustão chegamos a esquecer o que essa palavra pode alcançar, exemplificar, auxiliar. Talvez seja praticando o Respeito Mútuo diariamente que conseguiremos, enfim, receber cada vez mais o que buscamos pela Vida toda!

Ano após ano, mês após mês, semana após semana, segundo após segundo, porque o ser humano não segue sempre esta trilha? Vai Saber…

Vai Saber é uma obra iniciada em meados de 1995 por Guilherme Oliveira Magalhães que, após estes longos anos, ainda sonha com o término dela. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em  de outubro de 1997 e reeditada em 14 de dezembro de 2016

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