Ultrapassando as zero horas e quinze minutos, precisei escrever sobre um tema que procuramos abraçar diariamente como se fosse o último recurso abundante: O Namoro.

Namoro antigamente era um ato de se cortejar uma pessoa desejada sem almejar nenhuma intimidade. Hoje este fator até pode estar sendo rebuscado, visto que alguns Namoros pelas vias modernas de comunicação iniciam entre pessoas de cidades diferentes, estados e até países. Além disso, esse tipo de cortejo pode, e deve ser praticado diariamente, sem rodeios e calafrios absurdos entregues ao Universo paralelo da ambiguidade que dilacera porções instantâneas da vontade de unir duas pessoas em um só momento.

Para tanto posso detalhar então os dois tipos de Namoro: O real e o virtual. Chamarei aqui de real aquele em que podemos encontrar com a(o) namorada(o) todos os dias, pois estão unidos por uma distância desprezível. Este tipo de Namoro, sem ser por vias de regra, pode parecer não aproximar ambos em um forte ponto em comum, a saudade. Esse sentimento está mais demonstrado, e vivo acima de tudo, no namoro virtual.

Esse Namoro (o virtual) é difundido diariamente, e talvez até semanalmente dependendo da distância em que esses seres estão um do outro. São momentos únicos de calor e diálogos sinceros, amorosos e ternos. Dependendo da distância, e da saudade, chega-se a certos momentos confundir com desvios aceitáveis por segundos pífios diante de tamanha troca sensorial. E apesar de tudo, a força de união existente, nesse caso em particular pela distância estabelecida, difunde-se tamanho magnetismo que nenhuma má influência ou pessoa pode e será capaz de quebrantar o que esses dois namorados constroem dia a dia.

É com essa vontade simples de querer encerrar o caminhar da Busca Incessante almejando a plenitude da felicidade inerente. São sorrisos distribuídos em palavras escritas tão fortemente quanto um sacramento feudal, um mirar de olhos a Estrela Cadente, o disparar de ambos os Músculos Supremos em sincronismo perfeito com um e apenas um mundo compreendido dessas duas almas: Seu Universo novo, sublime e perfeito, em quaisquer situações de distúrbios aparentemente apagados pela indesejável inveja alheia. São situações perfeitamente contornáveis, pois o que o Amor constrói, nada destrói.

Portanto indica-se porções plenas de tentativas incessantes nesse caminhar ardiloso, sabendo que em algum momento seus passos serão descansados pela pele gêmea da pessoa enamorada. E, quais as chances desse Namoro expandir pelas Galáxias Distantes? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 07 de outubro de 2016