Enfim, estou a avaliar o instante em zero horas e dez minutos. Um momento ideal para absorver o que puder de um simples gesto cheio de Calor, Carinho, Amor, e às vezes Paixão: Um Abraço ao destino.

Importante definir, apesar de ser puramente particular como se dá ou recebe-se um Abraço: Abraçamos aquela pessoa por despedir, ou por reencontrar, para agradecer ou até um simples cumprimentar. Porém, o melhor Abraço de todos é aquele onde se percorre um Calor indescritível pelo corpo todo, chegando a arrepiar toda a espinha dorsal. É uma mistura de sentimentos momentâneos que deixa o Músculo Supremo descompassado. E é nesse exato segundo que o aperto no Abraço torna-se mais e mais forte. Essa vontade toda de não largar a pessoa abraçada resulta em porções harmoniosas de sentir o Sol e a Lua alinhados em um Eclipse total entre as duas almas unificadas.

E todo esse Carinho e Afeto só pode resultar em novos Universos! É de se admirar que existam seres que não conseguem dar um simples Abraço à pessoa amada. Esse desprendimento característico enrubesce a nossa face, alivia toda uma pressão craniana e devolve isoladamente a consciência inóspita das partículas separadas nos cantos desses Universos. É como se um magnetismo vital algemasse os corpos ali abraçados, na vertente de nunca e nada poder separá-los, por mais difícil que fosse englobar o ato em si descrito.

E são segundos importantes na primeira troca de olhares que faz com que esse Abraço se converta em proporções fenomenais de Alegria, Esperança e Ternura. Felizes são as pessoas que conseguem sentir o comprimento de onda ajustado para que o primeiro Abraço se transforme em dezenas, centenas ou até milhares de outros Abraços saciados pelo toque incessante dos lábios ardentes desses dois seres em perfeita Harmonia Celestial!

Absurdamente podemos avaliar um Abraço como um dos gestos mais importantes de Amor e Compaixão que dois seres podem, e devem compartilhar. Mas, qual será o limite tangível desse Abraço Celestial? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 31 de agosto de 2016