Porque estou escrevendo agora? Onde está a Luz? Por onde vaga o brilho incessante de nosso Pai Celestial?

Então eis que poderei falar-te sobre o Sol. Uma estrela única. Brilha desde que nascemos e morremos, em vários espíritos convalescentes. Sentir o brilho do Sol é sentir o calor humano como se fosse tocado pela primeira vez, da melhor maneira possível.

E em busca desse calor o ser humano desdobra-se em alcançar as partículas sempre congruentes de um mundo absurdo atropelado pela velocidade, onde os próprios seres esquecem-se de amenizar o consumo extraordinário que vem tomando conta de nossas vidas com o passar dos anos. A vida fica exatamente na linha definitiva do limiar dos teus olhos, e assim de tempos em tempos descobrimos os verdadeiros valores dos corpos celestiais.

Pensando em estrelas, aquela que mais te aquece deve ser a Estrela perseguidora. Aquela que te brilha, é a Estrela alvo. E assim o brilho apenas aumentará, dispersando diversas possibilidades de separar o que Ele uniu, por forças absurdamente estranhas.

Assim procuraremos erguer (e reerguer) os momentos de solidariedade em cada um de nós, pois o próximo clama por socorro. E este socorro levará esta pessoa ao patamar do último Grau, onde por si só saberá que a tua busca nunca fora em vão.

Mas a pergunta reabre, porque estou escrevendo desta maneira? Finalmente descobri. E, por quanto tempo esse Sol brilhará? Para adversos, Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 18 de dezembro de 2008 e reeditada em 01 de agosto de 2016