Veja bem, a Vida é perfeita. Mas inventamos sofrimento, mesmo nos melhores segundos de nossas Vidas. A Vida é constante, na maior parte do tempo retilínea, uniforme. Mas aparecem as curvas. É onde todos devem se tornar um Ayrton Senna, capaz de fazer aquela curva, mesmo que sob a chuva, com perfeição, e ainda por cima ultrapassando os rivais. Apesar de ele ter perdido sua Vida em uma dessas curvas, soube tangenciá-las como poucos. E podia não ser perfeito, mas superava a cada uma delas deixadas pra trás.

Então, podemos nesse caso definir a Vida também como um Circuito: Temos as retas, o asfalto, o “Pit Stop”, as curvas, e a linha de chegada. Depois de ultrapassar essa linha, ela (a Vida) recomeça novamente. Você pode passar a linha de chegada em primeiro lugar, ou em último. Mas lembre-se, sempre vai passar, pois a Vida só termina, quando Ele, o Ser Supremo, quer.

Acelere, freie, troque os pneus de sua Vida. Os estepes ficam pra trás, gastos, mas sempre são renovados. A chance de recuperar um estepe é perto de zero, então nem tente. Pois o acidente pode acontecer, e nunca será um bom acidente. Mas sempre procure contornar a curva da Vida da melhor maneira possível, e caso chegue à linha de chegada em primeiro lugar, comemore bastante, pois alguém que fez parte da sua Vida compartilhou a dela para chegar em primeiro lugar também.

Aceleraremos até quando para que este circuito componha a nossa Vida? Estabelecendo recordes ou não, qual a necessidade de estar em primeiro lugar? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 03 de junho de 2009 e reeditada em 28 de julho de 2016

 

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