Três horas e trinta minutos. Parece que não me acostumo mesmo…

Importante escrever sobre o que nossos Sentidos liberam no momento. Para ser mais preciso, agora estou emocionalmente instável pois acabei de receber um turbilhão de imagens e sons particularmente inesquecíveis por toda a minha vida!

Não tenho me esforçado bastante e dedicado afinco aquilo em que há muito tempo venho lutando… Porque? Se não me engano, é a velha história de sempre…

O poder esteve e está em minhas mãos, mas como em um passe de mágica dobro as linhas do Destino flutuando absurdamente pelas conquistas tão relevantes.

Talvez deveria redesenhar totalmente o que me é descrito. Assim como um penitente Mártir, hoje alcanço sua Tolerância e acompanho sua Fidelidade a fim de que um dia possa entender profundamente o que lhe foi imposto. Na realidade eu me posto a sugar a essência da vida, esmaltando este caminho soberano para quando chegar o momento crucial, enfrentar os amargos e foscos sopros da dualidade física!

Perco profundamente as palavras consumadas em tão majestoso Metal Eslavo… Conseguiria forjar tais experiências por 200 vezes excepcionalmente como fora forjada esta Espada? Sua concepção é rara e única, sem defeitos, saliências ou arranhões. Milagrosamente Ela expande todo o seu brilho diante da soberba pureza celeste…

Estais escutando? Isso mesmo, são as batidas de vosso Músculo Supremo. Neste momento ele repica desordenadamente e libera conjunturas medievais diante deste pedaço de papel… Pode não significar nada, mas vós sabeis onde e como ele fora tocado, e porque estais liberando jornadas infinitas diante de vós!

Ao vosso lado agora está A Pessoa, levantando sua Espada demonstrando as placas da Sabedoria e indicando novamente vossa Cruzada…

Imaginando aonde encontraremos tal Espada para, enfim, conhecer esta Pessoa? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

• Crônica  escrita em 27 de abril de 1995 e reeditada em 13 de julho de 2016